Nas antologias que se inscrevem neste tema, partimos do relacionamento entre a imaginação e a literatura, escolhendo narrativas do género fantástico, calcorreando territórios do maravilhoso ao horror, da ficção científica ao mistério, do sobrenatural ao absurdo; e do sem sentido ao grotesco.
A denominada “literatura da imaginação” cria mundos de fantasia que se estendem desde a literatura gótica, às fábulas pós-modernas, realismo mágico e surrealismo. Em virtude desta nossa linha editorial assentar nos autores clássicos já caídos no domínio público, focámo-nos sobretudo no Romantismo nacional e estrangeiro dos séculos XVIII e XIX, compreendendo autores como Alexandre Herculano, Edgar Allan Poe, Mary Shelley e Óscar Wilde .
Retalhos de sarilhos
Primeira antologia editada pela EVA Cartonera no âmbito da colecção “Imaginação e Pensamento”, que reúne fragmentos de nove obras no âmbito da relação entre a imaginação e a escrita, em narrativas do género fantástico.

Fica o convite para reviver as metamorfoses de Dorian Gray, do falecido Sr. Elvesham ou de Frankenstein; para relembrar os negócios com o diabo da garrafa de Stevenson ou dos pés forcados da Dama mourisca de Herculano; para nos deixarmos levar pelo medo que ronda as portas em que se escondem a Mulher Alta ou os fantasmas de Virginia Woolf; e, quem sabe, para esquecermos as rédeas, as esporas e o cavalo na pradaria dos sonhos índios.
Livrinho em formato digital livremente disponível aqui.
As portas da transformação
Esta é a segunda antologia editada pela EVA Cartonera no âmbito da colecção “Imaginação e Pensamento”, que reúne fragmentos de oito obras da denominada “Literatura da Imaginação” em que se criam mundos de fantasia com tonalidades góticas, sobrenaturais, de horror, maravilhosas ou grotescas.

O nosso livrinho “As portas da transformação” está disponível em versão digital aqui.
Os oito textos cujos fragmentos aqui se apresentam entrelaçam-se num conjunto de ideias e imagens que ganham vida própria e convidam à recombinação, ressurgindo na imaginação do leitor em mundos fantásticos recriados à luz da noite, dos jardins e dos bosques como no insólito conto “Quem sabe?”, de Guy de Maupassant; no “Conto de Inverno”, de Júlio Brandão; em “Frankenstein”, de Mary Shelley ou nas deambulações desesperadas de Pedro, o Cru.Por todos os excertos perpassam também a morte, o declínio, a ruína e a transformação, seja na Metamorfose de Kafka, no Rei-Saudade de António Patrício, em “A abóboda” de Herculano e nas perturbações trazidas à pacata Vondervotteimittiss pelo “Diabo no campanário” de Allan Poe.
Ainda uma palavra para os objetos e locais mágicos que povoam estas narrativas e que são, também eles, parte da argamassa com que se constrói este livrinho: a gadanha da Morte, a espada do Rei, os relógios e as couves, o quarto dos avarentos, a casa em que não se entra ou o campanário tomado pelo demo. São instrumentos simbólicos de uma alteração profunda na natureza ou na ordem das coisas, inevitável na recriação de mundos fantásticos ou numa nova aproximação ao mundo de todos os dias.Imersos na noite e munidos destes locais e instrumentos de metamorfose, nesta humilde antologia convidamos também a imaginar, a fazer entrar na alma os “fantasmas da sensação”, a deixar abertas as portas da transformação.


































